Mediador Judicial

Há uma crença de que para ser mediador bastaria a aprovação em um curso da área. Em se tratando de atuação perante o Poder Judiciário, a exigência legal seria de 40 (quarenta) horas teóricas e de 80 (oitenta) horas de estágio supervisionado. A finalidade é a aplicação do conhecimento teórico à realidade dos casos enfrentados nos CEJUSC´s – Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania.

O conhecimento técnico é importante, como, por exemplo, saber os princípios a que estão submetidos os mediadores e as ferramentas da mediação. Contudo para uma melhor evolução do profissional é necessário subir mais um degrau e desenvolver habilidades e atitudes que agregarão valor a sua atuação.

Um segundo elemento na formação do mediador reside nas habilidades (saber fazer), ou seja, como aplicar o conhecimento a um caso real. Habilidades em estabelecer conexões com as partes, perceber os interesses que estão escondidos atrás das questões, identificar os sentimentos e validá-los. Em resumo: saber o que fazer em uma sessão para não perder o controle diante de ânimos exaltados e de questões tão sensíveis.

O terceiro elemento é a atitude, o querer fazer. Significa que o mediador deve exercer a sua atividade de forma plena: entender o seu papel como facilitador da comunicação e não se preocupar de forma incisiva com a construção de um acordo. O seu esforço deve ser no sentido de ressignificar as falas de forma neutra, promover perguntas reflexivas, restabelecer o diálogo e, se a comunicação estiver fluindo, reenquadrar as propostas feitas pelos mediandos, com ligação aos seus interesses das partes, para a análise.