Mediação Judicial: um novo caminho para o operador do Direito

Uma das áres mais relevantes na construção de toda a sociedade, o Direito, vem sofrendo duras crises em todo o mundo. E não é para tanto, em todas as áreas percebe-se a necessidade de atualização, existe um limite até onde podemos repetir padrões centenários sem que comece a ficar desconfortável, e os operadores do direito – além da própria população ao qual eles se destinam a servir – clamam por essa mudança.

A burocracia, a demora, o desrespeito e o estresse são fatores enfrentados diariamente por quem se envolve com o meio judiciário e essa realidade pode acabar por refletir em problemas emocionais em massa. Conheça agora a realidade desse importante campo de atuação e suas novas perspectivas.

O que fazer com sua vocação quando a rotina acaba com os seus sonhos? Conheça a Mediação judicial.

Eis o juramento daqueles que são investidos como Advogados – Patronos das Causas – ou, na linguagem popular, Doutores.


“Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da Justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas”.

Andando pelos corredores de qualquer Fórum nos deparamos com eles:

  • preparando-se para uma audiência com o Juiz,
  • buscando informação no cartório,
  • orientado seus clientes,
  • comemorando o ganho de uma causa,
  • confortando alguém triste ou contrariado.

Estão sempre altivos e elegantes. Esse comportamento é o mínimo que se espera de alguém que chamamos de Doutor ou Doutora. E que até pouco tempo, era o único recurso para a proteção do nosso patrimônio, família, liberdade e dignidade.

Ocorre que nem sempre a aparência de quem prometeu defender a celeridade e a justiça, condiz com seu íntimo.

Rotina Cruel

A rotina desse operador do Direito é cruel. Há quem diga que, para que o cliente possa dormir tranquilo, esse profissional sorve, em seu lugar, uma boa dose de calmantes.

Suporta as pressões dos constituintes que não entendem a morosidade dos processos, e que nunca se conformam com suas pretensões resistidas pela justiça.

Embora na teoria o advogado não seja subordinado ao Juiz – estão no mesmo nível hierárquico – são, muitas vezes, vítimas do descaso ou da arrogância dos togados.

Além disso, há ocasiões em que o próprio cliente omite informações de alta relevância, colocando o defensor numa situação vexatória diante da outra parte e do magistrado.

Guerrear como Dom Quixote

As glórias da carreira jurídica são muitas, e a remuneração dos bons advogados é tentadora. Entretanto há que guerrear, como Dom Quixote, com os moinhos da filosofia do venha a nós e ao vosso reino, nada, e o ritual frio e impessoal das audiências, que trituram os sonhos e os ideais.

Quando alguém resolve seguir a carreira jurídica, geralmente deseja exercitar o seu potencial comunicativo, apaziguador, conciliador e solucionador de problemas, proporcionando ao cliente, sem demora, alívio de suas dores morais e emocionais, protegendo aquilo que é mais caro e precioso ao assistido.

Defender a dignidade das relações

Mas na prática, a burocracia, a morosidade, os prazos, os recursos, os embargos e todas as manobras procrastinatórias da outra parte e da própria Justiça, acabam por ofuscar o brilho dos olhos daquele que fez a promessa imbuído da mais verdadeira intenção de seguir a lei e defender a dignidade das relações.

Então, para os que não suportam mais essa dura realidade e que sofrem em silêncio, é comum que o sentimento de impotência, a desmotivação e a impaciência acabem por lançar a realização profissional no limbo.

mediador com braços cruzados

O sonho acabou?

Existem profissionais que conseguem resistir a esses espinhos e lidam muito bem com os dilemas da carreira.

Porém nem todo mundo suporta a ponto de justificar, para si próprio, o enfrentamento de tais agruras.

Há também quem já alcançou outro patamar na vida e prefere buscar novas formas de manifestar seus melhores talentos, inovando na maneira de vivenciar a resolução dos conflitos.

Graças à evolução da postura do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), as tentativas de mitigar os conflitos têm sido valorizadas e incentivadas, criando novas vagas – com excelente remuneração – de trabalho que até então não eram vislumbradas.

Mediação Judicial e a natureza mediadora do Advogado

A mediação judicial goza de prestígio no meio jurídico e tem sido aclamada pelo CNJ como uma forma de humanizar os embates.

Aqueles que vivenciam a profissão de advogado como um sacerdócio da lei e da justiça, têm muito a realizar como mediador.

Buscar o diálogo livre de rituais sufocantes, colaborar com a resolução não violenta dos conflitos e dar vazão ao espírito mediador, num ambiente de equilíbrio, são algumas das vantagens dessa opção.

Sem abrir mão do Juramento

Essa nova proposta vem desburocratizando as disputas, conferindo agilidade, economia de tempo e minimizando desgastes nas relações, tanto dos postulantes entre si, como com aqueles que os assistem.

Exercer sua vocação está acabando com seus sonhos?

Conheça um pouco mais sobre a MEDIAÇÃO JUDICIAL e explore uma nova carreira sem abrir mão do seu juramento.

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