Turma do curso Mediacao 11/18

Qual curso é melhor? A capacitação em mediação vale como pós graduação? A pós-graduação vale como curso de mediação pra atuar nos tribunais?

Com a grande variedade de modalidades de atuação e de cursos disponíveis, é normal que não saibamos exatamente qual a melhor forma de começar a se capacitar para mediar. Conheça agora as diferenças mais importantes entre os dois principais cursos de Mediação no Brasil.

Em primeiro lugar: o que é um curso de mediação?

O curso de Mediação(que inclui a conciliação) foi planejado para formar, em todo o Brasil, profissionais capacitados para promover a pacificação social na forma de facilitadores da comunicação efetiva. Para alcançar este objetivo, o curso possui muitas características que o distingue da maioria dos cursos de sua categoria, como pode ser visto no Anexo I da Resolução 125 do CNJ.(Matriz curricular da capacitação em mediação)

Como você já deve ter visto em nosso Guia Prático de Negociação, Conciliação, Mediação e Arbitragem, o curso de mediação desde seu planejamento, inovou em sua metodologia. Os três maiores pontos de destaque dessa metodologia inovadora foram a migração para o sistema baseado em competências (em detrimento do sistema baseado em horas), a exigência de experiência prática aliada ao ensino teórico e a educação continuada na formação do mediador e conciliador.

Treinamento baseado em competências

Esse sistema na prática é bem mais simples do que o nome possa sugerir, mas para que possamos compreendê-lo da melhor forma precisamos nos remeter ao tradicional processo de treinamento baseado em horas. Este processo consiste na avaliação com base no número de horas cursadas e no resultado do aluno em comparação a um modelo mínimo definido. Em outras palavras, cumprindo uma carga horária X, alcançando um padrão de compreensão Y em cada um dos aspectos necessários você pode ser aprovado. O principal problema enfrentado por este tipo de treinamento era a falta de adequação do aluno egresso com a realidade do mercado, aonde enfrentaria desafios que nunca fizeram parte de sua formação.

Com a nova perspectiva de um treinamento baseado em competências, define-se com base na pesquisa em campo quais serão as competências mínimas necessárias para que o aluno não somente seja aprovado mas esteja em plenas condições de exercer o seu ofício. Reforça-se portanto o conceito de “competências” extraído da área de Gestão de Pessoas, que pode ser dividido em Conhecimentos, Habilidades e Atitudes. Ou seja, para que um aluno alcance efetivamente a aprovação em um treinamento baseado em competências, como é o caso do curso de mediação, deverá ele “saber”,saber fazer” e “fazer” em um padrão mínimo estabelecido em cada situação.

Treinamento alinhando teoria e prática

Com as grandes transformações sociais e as inovações tecnológicas que enfrentamos diariamente, esse tópico tem-se colocado cada vez mais em pauta. É consenso que já está perdendo muito força os cursos de formação ou capacitação que ofereçam uma bagagem teórica astronômica mas que não mostram para o aluno como utilizar aquele conhecimento na prática. O resultado de um treinamento puramente teórico e técnico é a formação de profissionais altamente entendidos do assunto mas que na hora de “colocar a mão na massa” acabam cometendo erros básicos. Essa realidade está a cada dia ficando menos frequente. Já se entende que erros mínimos nas situações reais podem causar prejuízos bem maiores. E é atribuição da instituição de formação do aluno garantir um profissional preparado para o mercado.

Dessa forma, com o curso de mediação o processo não poderia ser diferente. O curso foi todo planejado para que alinhasse uma bagagem teórica de excelência com a aplicação prática de cada nova cognição. O aluno deve experimentar cada ferramenta e teoria que aprende para que o ensino possa cumprir a sua função de fixação, conforme as novas teorias da educação. Além disso, o curso também deve contar com simulações práticas em sala de aula, na forma de laboratório de experiências. E por fim, um estágio real aonde o aluno aplicará de fato tudo o que aprendeu sob a orientação de um supervisor. Esse é o principal momento aonde as competências serão desenvolvidas e avaliadas.

Educação continuada

Apesar de a bagagem teórica oferecida no curso de Mediação ser de excelente qualidade, ela deve ser a mínima possível. Segundo o Manual de Mediação Judicial, a formação do mediador é um processo continuado e constante. Os motivos para isso são simples, em primeiro lugar não é concebível que uma área tão multidisciplinar como a mediação possa ser inteiramente compreendida em 40h de curso. Em segundo lugar, como já sabemos, vivemos em um mundo de constantes transformações. Essa realidade faz com que, em qualquer área, os processos, métodos e ferramentas estejam em constante transformação.

Ou seja, para que o Mediador e Conciliador possa se destacar e se manter em conformidade com essa carreira, ele deve buscar não somente o desenvolvimento individual mediante leitura de livros, pesquisas e estudos. Mas principalmente buscar se capacitar e se especializar nos vários aspectos pertinentes ao seu ramo, através de cursos, extensões e palestras.

Portanto, qual formação escolher?

Essa resposta vai depender muito do seu tipo de perfil e o que você busca nessa área, lembrando que os três pontos levantados se aplicam a todos os cursos de Mediação e Conciliação que estejam alinhados com os parâmetros das instituições regulamentadoras. Mas vejamos então as características de cada curso.

Capacitação em Mediação e Conciliação Judicial e Extrajudicial

Poucos sabem, mas esse nome grande e complexo se resume em Curso de Mediação Judicial, uma vez que essa capacitação abrange todas as outras modalidades, caso ainda tenha alguma dúvida acesse o Guia Prático de Negociação, Conciliação, Mediação e Arbitragem. Este curso abrange todos os aspectos que já tratamos e é divido em duas partes: a Parte teórico-prática e o Estágio.

Por que teórico-prática? Como já vimos, um ensino eficiente não pode mais se basear em um monólogo aonde o professor expõe tudo aquilo o que sabe por um número determinado de horas. A metodologia usada na 1ª parte do curso envolve o contexto histórico das resoluções de conflitos, legislações aplicáveis, processos, e teorias sempre de forma aplicada para que se possa fixar o conteúdo.

Uma vez concluída a 1ª parte, a turma será dividida em pequenos grupos para atuação dentro dos tribunais de acordo com a sua disponibilidade, com frequência em média de 8h semanais (2 dias com 4h). O ambiente do estágio será o momento em que o grupo poderá aplicar e testar as técnicas aprendidas na primeira parte. Será também um momento para desenvolver habilidades de cooperação, observação e feedback, sempre orientados pelo seu supervisor.

Pós-graduação Lato Sensu em Mediação de Conflitos

Pós-graduação, como pode deduzir-se são programas de especialização realizados após a formação de nível superior. Deve possuir ao menos 360h/a de carga horária, o que engloba as especializações, MBAs, LLMs, Mestrados, Doutorados e Pós-Doutorados. No entanto, quando falamos de formação Lato Sensu , excluimos os Mestrados e Doutorados, que por sua vez são classificados como Stricto Sensu. Ou seja, uma Pós-graduação em Mediação de Conflitos garante ao aluno o título de Especialista em Mediação. Durante o curso, no geral, o aluno deverá se aprofundar nas mais variadas vertentes da mediação, compreender mais a fundo as emoções e sentimentos das pessoas, desenvolver habilidades de comunicação superiores, além de aperfeiçoar a habilidade de pesquisa científica e docência.

No entanto, somente um curso de Pós-graduação não é suficiente para que o profissional possa atuar nos tribunais. Uma vez que o curso de Pós-graduação por si só não possui a exigência do estágio, o que no entanto é uma exigência para o curso de Mediação Judicial. Pensando nisso, o Centro de Mediadores decidiu unir essas duas grandes formações em um único curso completo. A pós-graduação não somente garante o título de especialista em Mediação, como capacita o aluno para atuar efetivamente como Mediador(a) após a conclusão do estágio inserido na grade curricular do curso. E não bastando, o Centro de Mediadores também inseriu na formação os cursos de Mediação Familiar e Supervisão em Mediação e Conciliação, ambos com seus respectivos estágios.

Obs.: Lembrando que todas essas formações inseridas na Pós-Graduação possuem como exigência legal a conclusão de curso de Nível Superior há pelo menos 2(dois) anos.

– Caso o aluno ainda não tenha completado o tempo mínimo, mas já concluiu o nível superior, poderá cursar a Pós-Graduação da mesma maneira obtendo o Certificado de Conciliador Judicial e Especialista(Pós-graduado) em Mediação de Conflitos.

Conclusão

Os cursos de Mediação e Pós-Graduação em Mediação possuem a mesma base e essência, caso a sua intenção seja fazer parte desse movimento efetivamente e começar a atuar, indicamos o curso de mediação. Agora, se o seu desejo for realmente se aprofundar na área, aproveitando as oportunidades de 2018 para mediadores, não perca tempo e procure o melhor curso de Pós-Graduação em Mediação.

mediador com braços cruzados                         mediadora com braços cruzados