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O Anexo III da Resolução 125 do CNJ elenca vários princípios que podem ser divididos em 2 grupos: os de caráter subjetivo e os de caráter objetivo. Os primeiros, relativos ao mediador em atuação na sessão, são a competência, a imparcialidade, a neutralidade, a independência e autonomia.  Os segundos dizem respeito ao procedimento da mediação em si e são a confidencialidade, o respeito à ordem pública e às leis vigentes.

A competência diz respeito à qualificação técnica do mediador através de uma formação contínua: o estudo das técnicas e ferramentas é dinâmico e o mediador deve estar sempre conectado ao que está acontecendo no cenário da mediação. A habilitação por meio de cursos, de áreas afins, agrega valor ao seu trabalho.

A imparcialidade e a neutralidade representam faces de uma mesma moeda. De um lado, não há a defesa dos interesses das partes em conflito, nem preferências. Não há julgamentos nem a emissão de juízos de valor. Para não violar a imparcialidade, as experiências pessoais, a intimidade e a vida privada do mediador não são colocadas em sessão para evitar uma interferência na gestão do seu trabalho. O mediador então deve equilibrar a narrativa das partes ao atribuir o mesmo valor, o mesmo peso aos pontos de vista apresentados, mesmo que, aparentemente, divergentes.

Por fim a independência e a autonomia revelam a ausência de vínculos do mediador a qualquer tipo de influência interna (seus valores, seus conceitos e experiências) ou externa (terceiros, como magistrados, promotores, árbitros). É desfrutar de liberdade para a condução da sessão com observância dos princípios básicos, além de transferir às partes o poder de decidir conforme os seus interesses sem violação das leis que regem o país.